terça-feira, 12 de abril de 2011

A resistência é uma contração interior

A resistência é uma contração interior, um endurecimento da concha do ego. Permanecemos fechados. Seja qual for a ação que adotemos num estado de resistência interior (que podemos chamar de negativismo), ela criará mais resistência externa, e o universo não estará do nosso lado, a vida não nos beneficiará.
Se as persianas estiverem fechadas, o sol não conseguirá entrar. Quando nos submetemos internamente, ou seja, no momento em que nos entregamos, uma nova dimensão da consciência se abre. Caso uma ação seja possível ou necessária, essa atitude será alinhada com o todo e apoiada pela inteligência criativa, a consciência incondicional com a qual nos unificamos num estado de receptividade interior.
As circunstancias e as pessoas então se tornam favoráveis, cooperativas. Coincidências acontecem. Se nenhuma ação for possível, repousaremos na paz e no silencio interior que acompanham a aceitação. Descansaremos em Deus.

Extraido do livro Um Novo Mundo, de Eckhart Tolle, página 56, Editora Sextante  

Não reagir ao ego

Não reagir ao ego das pessoas é uma das maneiras mais eficazes de não superarmos nosso próprio ego como também dissolver o ego humano coletivo. No entanto, só conseguimos nos abster de reagir quando somos capazes de reconhecer o comportamento de alguém como uma expressão do distúrbio coletivo da espécie humana. Quando compreendemos que não se trata de nada pessoal, a compulsão para reagir desaparece. Não reagindo ao ego, muitas vezes podemos aflorar a sanidade nos outros, que é a consciência não condicionada em oposição à consciência condicionada.
O ego adora reclamar e se ressente não só de pessoas como de situações. O que podemos fazer com alguém também conseguiumos fazer com uma circunstancia; transformá-la num inimigo. Os pontos implícitos são sempre: isso não deveria estar acontecendo, não quero estar aqui, estou agindo contra minha vontade, o tratamento que estou recebendo é injusto. E, é claro, o maior inimigo do ego acima de tudo isso é o momento presente, ou seja, a vida em si.
Extraido do livro Um Novo Mundo de Eckhart Tolle, pagina 59, Editora Sextante

terça-feira, 5 de abril de 2011

Queixas e ressentimentos

Queixar-se é uma das estratégias prediletas do ego para se fortalecer. Cada reclamação é uma pequena história que a mente cria e na qual acreditamos inteiramente. Não importa se ela é feita em voz alta ou apenas pensamento. Alguns egos que talvez não tenham muito mais com o que se identificar sobrevivem apenas com queixas. Quando estamos presos a um ego assim, reclamar, sobretudo de alguém, é algo habitual e, é claro, inconsciente, o que mostra que não sabemos o que estamos fazendo. Uma atitude típica desse padrão é aplicar rótulos mentais negativos às pessoas, seja na frente delas ou, como é mais comum, falando sobre elas com alguém ou até mesmo apenas pensando nelas.
O ressentimento é a emoção que acompanha a queixa e a rotulagem mental dos outros. Ela acrescenta ainda mais energia ao ego. Ressentir se significa ficar magoado, melindrado ou ofendido. Costumamos nos sentir assim em ralação a cobiça das pessoas, à sua desonestidade, à sua falta de integridade, ao que estão fazendo no presente, ao que fizeram no passado, ao que disseram ao que deixaram de dizer, à atitude que deviam ou não ter tomado. O ego adora isso....
...Ela pode ser um erro total de interpretação, uma projeção feita por uma mente condicionada a ver inimigos e a se considerar sempre certa ou superior. Em outras ocasiões, a falta pode ter ocorrido; contudo, se nos concentramos nela, às vezes excluindo todo o resto, nós a tornamos maior do que é. E dessa maneira fortalecemos em nós mesmos aquilo a que reagimos no outro.

Texto extraído do livro Um Mundo Novo, de Eckhart Tolle, pagina 58, editora Sextante.