terça-feira, 23 de junho de 2015

A Perfeita Simplicidade do Momento

Costuma acontecer bastante que, em qualquer coisa que estejamos fazendo — sentando, andando, levantando ou deitando –, a mente frequentemente é desligada da realidade imediata e, no lugar disso, fica absorvida na conceptualização compulsiva sobre o o futuro ou o passado.
Enquanto estamos andando, pensamos sobre a chegada, e quando chegamos, pensamos na partida. Quando estamos comendo, pensamos sobre a louça e quando lavamos a louça, pensamos em ver televisão.
Essa é uma maneira bizarra de manter a mente. Não estamos conectados com a situação presente, mas estamos sempre pensando noutra coisa. Com muita frequência somos consumidos por ansiedade e desejo, arrependimentos sobre o passado e antecipação do futuro, perdendo completamente a perfeita simplicidade do momento.
B. Alan Wallace, em “Tibetan Buddhism from the Ground Up”.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A Sintese das Antiteses - Lao-Tse

"Só temos consciência do belo, quando conhecemos o feio.
Só temos consciência do bom, quando conhecemos o mau.
Porquanto o Ser e o Existir se engendram mutuamente.
O fácil e o difícil se completam.
O grande e o pequeno são complementares,
O alto e o baixo formam um todo.
O som e o silêncio formam a harmonia.
O passado e o futuro geram o tempo.
Eis porque o sábio age pelo não-agir. E ensina sem falar.
Aceita tudo que lhe acontece.
Produz tudo e não fica com nada.
O sábio tudo realiza – e nada considera seu.
Tudo faz – e não se apega à sua obra.
Não se prende aos frutos da sua atividade.
Terminada a sua obra, e está sempre no princípio.
E por isso a sua obra prospera."

A Síntese das Antíteses, 'Tao Te Ching' - Lao-Tsé