segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A libertação

O Começo da nossa libertação do corpo de dor está primeiramente na compreensão de que o temos. Depois, e mais importante, na nossa capacidade de permanecer presentes o bastante, isto é, atentos o suficiente, para percebê-lo como um pesado influxo de emoções negativas  quando entra em atividade. No instante em que é reconhecido, ele não consegue mais se passar por nós e viver e se renovar por nosso intermédio.
É nossa presença consciente que rompe a identificação com o corpo de dor. Quando não nos identificamos mais com ele, o corpo de dor torna-se incapaz de controlar nossos pensamentos e, assim, não consegue se renovar, pois deixa de se alimentar deles. Na maioria dos casos, ele não dissipa imediatamente. No entanto, assim que desfazemos a ligação com nosso pensamento, ele começa a perder energia. O pensamento para de ser embotado pela emoção, enquanto nossas percepções do momento  não são mais distorcidas pelo passado. A energia que estava presa no corpo de dor muda sua freqüência vibracional e é convertida em presença. Dessa maneira,o corpo de dor se torna combustível para consci6encia. É por isso que muitas das pessoas mais sábias e iluminadas do planeta, entre homens e mulheres, já tiveram um corpo de dor bastante pesado.
Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Mundo Novo, página 142, Editora Sextante