segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O Corpo de Dor (continuação)

O grau de identificação com a mente difere de indivíduo para indivíduo. Algumas pessoas desfrutam de períodos em que se encontram libertas do domínio da mente, ainda que brevemente. A paz, a alegria e o ânimo que elas experimentam nesses momentos fazem a vida valer a pena. Essas também são as ocasiões em que a criatividade, o amor e a compaixão se manifestam. Outras pessoas se mantêm presas ao estado egóico de modo contínuo. Permanecem alienadas de si mesmas, assim como dos demais e do mundo ao redor. Quando as observamos, conseguimos ver a tensão na sua face, talvez a testa franzida ou um olhar vago e distante. A maior parte da sua atenção está sendo absorvida pelo pensamento, por isso não nos vêem nem nos escutam. Elas não estão presentes em nenhuma situação - sua atenção está ou no passado ou no futuro, que, é claro, são formas de pensamento que existem apenas na mente. Ou, se estabelecem um relacionamento conosco, fazem isso por meio de algum tipo de papel que interpretam e assim, não são elas mesmas. As pessoas, em sua maioria, vivem alienadas de quem elas são. Às vezes esse estado chega a tal ponto que a maneira como se comportam e se relacionam é reconhecida como “falsa” por quase todo mundo, a não ser por aqueles que também são falsos e igualmente alienados de quem são.
Alienação quer dizer que não nos sentimos à vontade em nehuma situação, em nenhum lugar nem com ninguém, nem mesmo conosco. Estamos sempre tentando nos sentir em “casa”, mas isso nunca acontece. Alguns dos maiores escritores do século XX, como Franz Kafka, Albert Camus, T.S.Eliot e James Joyce, não só reconhecem a alienação como dilema universal da existência humana como provável que tenham sentido em si mesmos de modo profundo e, assim, foram capazes de expressá-la excepcionalmente em suas obras. Eles não oferecem uma solução. Sua  contribuição foi nos proporcionar uma reflexão sobre essa dificuldade humana, para que pudéssemos vê-la com mais clareza. Ter uma visão mais nítida de uma situação complicada em que nos encontramos é o primeiro passo no sentido de superá-la.
Texto extraído do livro Um Mundo Novo, de Eckhart Tolle, página 117, Editora Sextante

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O Corpo de Dor

No caso da maioria das pessoas, quase todos os pensamentos costumam ser involuntários, automáticos e repetitivos. Não são mais do que uma espécie de estática mental e não satisfazem nenhum propósito verdadeiro. Num sentido estrito, não pensamos - o pensamento acontece em nós. A afirmação “Eu penso” implica volição. Ou seja, podemos nos pronunciar sobre o assunto, podemos fazer uma escolha mas isso ainda não é percebido pela maior parte das pessoas. "Eu penso" é um afirmação simplesmente tão falsa quanto "eu faço a digestão" ou "eu faço meu sangue circular". A digestão acontece, a circulação acontece, o pensamento acontece.

A voz na cabeça tem vida própria. A maioria de nós está mercê dela; as pessoas vivem possuídas pelo pensamento, pela mente. E, uma vez que a mente é condicionada pelo passado, então somos forçados a reinterpretá-lo sem parar. O termo oriental para isso é carma. Quando nos identificamos com essa voz, ignoramos isso. Se soubéssemos, não seríamos mais possuídos por ela, porque a possessão só acontece de verdade quando confundimos a entidade que nos domina com quem nós somos, isto é, quando nos tornamos essa entidade.
Ao longo de milhares de anos, a mente vem intensificando seu domínio sobre a humanidade, que deixou de ser capaz de reconhecer a entidade que se apossa de nós como o não eu. Por  causa dessa completa identificação com a mente, uma falta percepção do eu passa a existir - o ego. A densidade dele depende do grau em que nós - consciência - nos identificamos com a mente,com o pensamento. Pensar não é mais do que um minúsculo aspecto da totalidade da consciência,de quem somos.
Texto extraído do livro Um Mundo Novo, de Eckhart Tolle, página 116, Editora Sextante

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O trabalho - com e sem a influência do ego (continuação)

Quando surgem obstáculos ou dificuldades no trabalho, nas ocasiões em que as coisas não ocorrem de acordo com a expectativa, sempre que as pessoas ou circunstâncias não são favoráveis ou cooperativas, elas não procuram formar imediatamente um todo com a nova conjuntura e responder às exigências do momento. Ao contrário: reagem contra a situação e assim se separam dela. Existe um eu "que se sente ofendido ou ressentido". Com isso, uma enorme quantidade de energia é queimada em protesto ou raiva inútil quando poderia ser usada para resolver a questão, caso não fosse mal empregada pelo ego. Mais do que isso, essa “antienergia” cria novos obstáculos, nova oposição. Muitos indivíduos são de fato seu pior inimigo.
Sem saber, as pessoas sabotam o próprio trabalho quando se recusam a prestar ajuda ou informações aos outros ou tentam prejudicá-los para que não alcancem mais sucesso ou crédito do que elas. A cooperação é estranha ao ego, a não ser quando existe uma intenção oculta. Ele não sabe que,quando incluímos as pessoas,as coisas fluem mais suavemente e chegam até nós com mais facilidade. Se prestamos pouco ou nenhum auxílio aos outros ou colocamos obstáculos em seu caminho, o universo-na forma de pessoas e circunstâncias_ nos proporciona pouca ou nenhuma ajuda porque nos separamos do todo.O sentimento essencial inconsciente do ego de “ainda não é o bastante” faz com que ele reaja ao sucesso de qualquer pessoa como se esse êxito tivesse tirado alguma coisa dele. Ela ignora o fato de que seu ressentimento em relação à conquista de alguém restringe suas próprias possibilidades de ser bem sucedido.Para atrair o sucesso, precisamos ser receptivos a ele onde quer que o vejamos.
Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um  Novo Mundo, página 110, Editora Sextante

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O trabalho - com e sem a influência do ego

A maioria das pessoas tem momentos livres da interferência do ego. As que são excepcionais no que fazem podem permanecer completamente ou em grande parte livres dele enquanto executam o trabalho. Talvez elas não saibam disso, mas sua atividade se tornou uma prática espiritual. A maior parte delas se mantém no estado de presença enquanto trabalha e se retrai numa inconsciência relativa na vida privada. Isso significa que seu estado de presença ocorre durante o tempo que é destinado a uma área específica da sua vida. Conheci professores, artistas, enfermeiros, médicos, cientistas, assistentes sociais que realizam seu trabalho de modo admirável e sem nenhuma busca pessoal, respondendo a qualquer coisa que o momento exija. Eles se tornam um só com o que fazem, com o Agora, com as pessoas e com a tarefa que executam. Sua influência sobre os outros supera a função que desempenham. Ocorre uma suavização do ego em todos com quem entram em contato. Algumas vezes, até mesmo indivíduos com um ego muito forte relaxam, baixam a guarda  e param de interpretar seu papel quando interagem com essas pessoas. Não surpreende que elas sejam extraordinariamente bem sucedidas no que fazem. Qualquer um que alcance a unificação com seu trabalho está  construindo uma nova Terra.
Conheci também muitos outros profissionais que podem ser tecnicamente bons no que fazem, mas cujo ego sabota seu desempenho de forma constante. Apenas parte de sua atenção é fixada no trabalho que realizam; a outra parte é voltada para si mesmos. Seu ego exige o reconhecimento pessoal e desperdiça energia com o ressentimento quando não obtém o suficiente - e nunca é o bastante.

Texto extraído do livro Um mundo Novo, de Eckhart Tolle, página 109, editora Sextante

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Formas patológicas do ego (continuação)

Entre aqueles que apresentam um alto grau de inconsciência, as discussões podem causar a violência com a maior facilidade. O que é uma discussão? É a exposição de opiniões diferentes entre duas ou mais pessoas. Cada uma delas está tão identificada com os pensamentos que constituem seu ponto de vista que essas formas de pensar se cristalizam em posições mentais que são investidas de uma percepção do eu. Em outras palavras: a identidade e o pensamento se fundem. Quando isso acontece, isto é, sempre que estamos defendendo nossas opiniões (pensamentos), sentimos e agimos como se estivéssemos protegendo nosso próprio eu. Inconscientemente, é como se estivéssemos travando uma luta pela sobrevivência e, assim, nossas emoções refletem essa crença. Elas se tornam turbulentas. Ficamos perturbados, irados, na defensiva ou agressivos. Precisamos vencer a qualquer custo ou seremos aniquilados. Essa é a ilusão. O ego não sabe que a mente e as posições mentais não tem nada a ver com quem nós somos porque ele é a própria mente não observada.
No zen se costuma dizer: ”Não busque a verdade. Apenas pare de cultivar opiniões”. O que isso significa? Deixe de lado a identificação com a mente. Assim, quem você é além da mente emergirá por si mesmo.
Texto extraído do livro Um Mundo Novo de Eckhart Tolle, página 109, editora Sextante

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Formas patológicas do ego

…O medo e a desconfiança que o ego tem das pessoas, sua tendência a enfatizar a alteridade concentrando-se nas falhas e tornando-as a identidade do outro, ganham uma proporção maior e transformam todos em monstros desumanos. O ego precisa das pessoas, porém seu dilema é que no fundo ele as odeia e as teme. A afirmação de Jean-Paul Sartre “O inferno são os outros” é a voz do ego. Quem sofre de paranóia sente o inferno de maneira mais aguda; no entanto, todos aqueles que apresentam padrões egóicos ativos sentem-no num grau qualquer de intensidade. Quanto mais forte o ego, maior probabilidade de vermos as pessoas como a principal fonte dos nossos problemas. Há também uma grande chance de que tornemos a vida difícil para os outros. Mas, é claro, não somos capazes de perceber isso. Sempre são eles que parecem estar nos fazendo mal.
Quanto mais inconscientes estiverem as pessoas, os grupos e os países, maior probabilidade de que a patologia egóica assuma a forma de violência física. A violência é um recurso primitivo e ainda muito disseminado que o ego usa para tentar se afirmar, para provar a si mesmo que ele está certo e o outro, errado....

Texto extraído do livro Um Mundo Novo, de Ekchart Tolle, página 107, Editora Sextante

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Segredo da Felicidade (continuação)

Para darmos fim ao sofrimento que vem afligindo a condição humana há milhares de anos, precisamos começar por nós mesmos e assumir a responsabilidade por nosso estado interior em qualquer momento. Isso quer dizer agora. Portanto, pergunte-se: ”Estou dando mostras de negativismo neste exato instante?”.
Depois fique alerta, preste atenção nos pensamentos e nas suas emoções. Observe as formas de infelicidade que se manifestam em graus menos elevados, como aquelas que mencionei anteriormente - descontentamento, irritação, saturação, etc. Atente para os pensamentos que parecem justificar ou explicar esta infelicidade, mas que, na verdade, são seus causadores. Caso você tome consciência de um estado negativo dentro de si mesmo, isso não significa um fracasso da sua parte. Ao contrário, mostra que obteve sucesso.Enquanto a consciência não se manifesta, existe identificação com os estados internos - e essa identificação é o ego. Com a consciência vem o abandono da identificação com os pensamentos, as emoções e as reações.No entanto,esse processo não deve ser confundido com negação. Os pensamentos, as emoções e as reações são reconhecidos e no momento em que são detectados, o fim da identificação  se dá de forma automática. Nossa percepção do eu, ou seja, de quem somos, passa então por uma mudança: diante de nós estão os pensamentos, as emoções e as reações, e agora nós somos a consciência a presença consciente que testemunha esses estados.”
”Um dia vou me libertar do ego”. Quem está falando? O ego. Libertar-se dele não é verdadeiramente um grande trabalho, mas uma tarefa muito pequena. Basta estarmos conscientes dos nossos pensamentos e das nossas emoções à medida que eles vão surgindo. Não se trata “fazer”, e sim de “ver”com atenção.Nesse sentido, é verdade que não há nada que possamos fazer para nos libertar do ego. Quando essa mudança acontece, ou seja, quando passamos do pensamento para a consciência, uma inteligência muito maior do que a esperteza do ego começa a agir na nossa vida. As emoções e até mesmo os pensamentos são despersonalizados pela consciência. A natureza impessoal de ambos é reconhecida. O eu deixa de existir neles. São apenas emoções e pensamentos humanos. Toda a nossa história pessoal,que,em última análise, não passa mesmo de uma história, de um amontoado de pensamentos e emoções, adquire uma importância secundária e não ocupa mais o primeiro plano da nossa consciência. Ela deixa de formar a base para nosso sentido de identidade. Nós somos a luz da presença, consciência de que somos importantes e mais profundos do que quaisquer pensamentos e emoções.
Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Mundo novo, página105, editora Sextante.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Alinhamento com a alma

                                        
Kati Loeb
Este é um convite para contatar a Luz; não é uma aula de Cabala.
Venho da tradição judaica e, por ter vivido a experiência do contato com a Luz, percebi que aquilo que tenho para oferecer é uma dádiva Divina, na medida em que a Cabala sai do contexto fechado, via estudo, e pode ser compartilhada com quem tenha a intenção de recebê-la e esteja aberto para Ela.
A Cabala prega servir a Deus, servindo ao Homem. Quando sirvo ao Homem com intuito de favorecer esta Conexão, estou servindo a Deus.
A Conexão com a Luz se faz quando a mente está tranqüila como um lago. É nesse momento que ela reflete a Luz, sem a obstrução de pensamentos e emoções que inundam a consciência, provocando perturbações e desequilíbrio.
Uma das energias que pode interromper o Contato é a dúvida, diferente de curiosidade sadia.
Quando o mental está tranqüilo, ele obstrui a passagem da Luz. Faz-se a Conexão com a Luz quando percebemos que o mental, em vez de ser um instrumento útil para a expansão da consciência, está sendo um instrumento de obstrução.
Os conteúdos mentais e emocionais da personalidade, que obstruem o Contato com a Luz, são transmutados através dessa Conexão.
Junto com a Luz, recebemos e transmitimos informações que não temos no nosso patrimônio pessoal.
Dentro dessa Conexão, o que me aparecem são os Anjos, que também aparecem na Cabala.
Os Anjos são elementos de Conexão. No momento em que o padrão vibratório se eleva, chega-se à freqüência da Luz.
É preciso ter a intenção de estabelecer o Contato com a Luz, para receber os ensinamentos que a Cabala traz normalmente através dos estudos.
A intenção leva o Homem a fazer o Contato e através dele acessar o conhecimento.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O segredo da felicidade

O ego cria histórias para nos convencer de que não conseguimos ficar em paz agora ou de nos convencer de que não podemos ser nós mesmos plenamente no presente. Ficarmos em paz e ser quem somos, isto é, nós mesmos, são uma coisa só. O ego diz: "Talvez em algum momento no futuro eu possa ficar em paz, caso isso ou aquilo aconteça ou se eu conseguir isso ou me tornar aquilo". Ou ele afirma: "Houve algo no passado que nunca me deixa ficar em paz". Se ouvirmos as histórias das pessoas, veremos que todas elas tem título: "Por que eu não consigo ficar em paz agora.O ego não sabe que sua única oportunidade de ficar em paz é agora. Ou talvez ele saiba e tenha medo de que nós acabemos descobrindo isso. Paz, acima de tudo, é o fim do ego.

Texto extraído do livro, Um mundo Novo ,de Eckhart Tolle, página 101, editora Sextante.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A infelicidade em segundo plano (continuação)

Você costuma ter uma sensação de descontentamento que poderia ser descrita como espécie de ressentimento em segundo plano? Ela pode ser específica ou não. Muitas pessoas passam uma grande parte da vida nesse estado. Elas se identificam tanto com ele que não conseguem se afastar e detectá-lo. O que sustenta essa sensação são certas crenças que mantemos de modo inconsciente, determinados pensamentos. Nós os cultivamos da mesma maneira que sonhamos quando estamos dormindo, isto é, não sabemos que o estamos alimentando, assim como quem sonha ignora que está sonhando.

Texto extraído do livro Um Mundo Novo, de Eckhart Tolle, página 102, Editora Sextante

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A infelicidade em segundo plano

O ego cria separação, e a separação cria sofrimento. Portanto, o ego é claramente patológico. Além de suas manifestações óbvias como raiva, rancor e inveja, o negativismo assume formas mais sutis que, por serem muito comuns, não costumam ser reconhecidos como tal, como impaciência, irritação, nervosismo e sensação de estar “cheio” de uma situação ou de alguém, isto é, de ter chegado ao limite. Elas constituem a infelicidade em segundo plano, que é o estado interior predominante de muitas pessoas. Precisamos estar absolutamente atentos e presentes para detectá-las. Sempre que fizermos isso, será um momento de despertar, ou de abandono de identificação com a mente.

Texto extraído do livro Um Novo Mundo, de Eckhart Tolle, página 101, Editora Sextante

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O ego patológico (continuação)

Se em meio ao negativismo conseguirmos compreender a idéia de que naquele instante estamos causando sofrimento a nós mesmos, isso será suficiente para nos colocar acima das limitações das reações e dos estados egóicos condicionados. Isso mostrará as infinitas possibilidades que abrem para nós quando a consciência está presente - maneiras diferentes e muito mais inteligentes de enfrentarmos qualquer situação. Assim que reconhecermos nossa infelicidade como algo não inteligente, nos libertamos dela. O negativismo é destituído de inteligência. Ele é sempre uma criação do ego, pode ser esperto, mas não é inteligente. A esperteza é motivada pelo interesse pessoal e é extremamente imediatista. Em sua maioria, os políticos e os profissionais do mundo dos negócios são espertos. Muito poucos são inteligentes. Tudo o que é alcançado por meio da esperteza tem vida curta e sempre resulta numa derrota pessoal. A esperteza divide, enquanto a inteligência inclui.

Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Novo Mundo, página 101, Editora Sextante

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Emoções e Equilíbrio

Olhando fundo dentro da tensão emocional talvez possamos descobrir um estranho paradoxo: embora não queiramos sofrer, parecemos incapazes de abandonar nossa infelicidade. Não conseguimos ou não queremos mudar. Agarramo-nos a respostas emocionais, mesmo negativas, porque nossas necessidades e apegos emocionais são muito fortes; eles representam uma parte importante de nossa identidade. Abrir mão deles pode ser por demais assustador e confuso, pois sem esses sentimentos familiares podemos não estar mais seguros de quem somos.
Trabalhar com emoções pode ser difícil, e é tentador imaginar que haja outro lugar em que problemas não existem. Mas, esta é a sua vida-aqui e agora. Uma vez que a oportunidade deste momento se vai, você nunca mais pode trazê-la de volta. Se sua preciosa energia é continuamente gasta em emoções e auto-ilusão, você chegará ao fim da vida sem compreender os aspectos mais profundos de sua experiência. Por isso, qualquer  que seja sua situação, e quais quer que sejam seus recursos-corpo, mente, energia, atenção pura - use-os por inteiro nesse exato momento, em vez de desperdiçar seu tempo emaranhado em agitações emocionais.
Texto extraído do livro: A mente oculta da liberdade, Tarthang Tulku, página 33, editora Pensamento

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O ego patológico

O ego não consegue distinguir entre uma situação e sua interpretação de uma reação a essa situação. Podemos dizer “Que dia horrível!” sem atentarmos para o fato de que o frio, o vento e a chuva ou qualquer elemento ao qual estejamos reagindo não são horríveis. Eles são como são. O que é horrível é nossa reação, a resistência subjetiva a eles e a emoção que é criada por essa resistência. Nas palavras de Shakespeare: "nada existe de bom nem de mau, o pensamento é o que torna assim”. Mais do que isso, o ego sempre interpreta mal o sofrimento como um prazer porque, até determinado ponto, ele se fortalece por meio desse estado negativo.
Por exemplo, a raiva e o ressentimento exacerbam o ego, aumentando a sensação de separação, enfatizando a diferença em relação aos outros e criando a postura “estou coberto de razão”, que mais parece uma fortaleza inexpugnável. Se fôssemos capazes de observar as mudanças psicológicas que acontecem dentro do nosso corpo quando somos dominados por essas disposições negativas, caso pudéssemos ver de que modo elas prejudicam o funcionamento do coração e dos sistemas digestivo e imunológico, além de muitas outras funções corporais, ficaria óbvio que esses estados são de fato patológicos, isto é, são formas de sofrimento, e não de prazer.
Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Mundo Novo, página 100, Editora Sextante

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dor... Um recurso cósmico para auxiliar o processo do realinhamento com o Divino, favorecendo o processo evolutivo.

A dor indica atrito, entre o fluxo Cósmico e o desejo ou foco de atenção numa satisfação puramente egóica. Ela é, portanto, a conseqüência de uma escolha individual.
A dor leva as pessoas à uma busca, o seu alívio.
São vários os caminhos percorridos, em geral o ser procura mudanças externas sem se atentar para suas condições internas que a provocaram.
Quando se inicia o processo da busca evolutiva é muito eficaz seguir os seguintes passos:
- Identificar o mal estar.
- Reconhecer a qualidade do distúrbio (equilíbrio interno fora do prumo).
- Acolher o estado encontrado (não lutar contra ele).
- Sair da resistência  (principalmente da revolta frente: os acontecimentos, frente à constatação dos estados).
- Ter consciência que somente a ENERGIA DIVINA DA CRIAÇÃO tem poder para transmutar esses estados internos.
- Invocar o PODER  DIVINO para consumir e transmutar os conteúdos que causam o desequilíbrio sejam eles quais forem.
- Ficar atento às justificativas que o plano da lógica cria para justificar os desequilíbrios, considerá-las como conteúdos do plano mental a serem transmutados.
- Invocar os ANJOS para receber do Plano do SER, as virtudes que faltam. Isso traz o enriquecimento ao nível da personalidade das qualidades carentes.

À medida que esse processo for sendo repetido, menor o esforço requerido para a manutenção do equilíbrio, pois a defasagem entre a condição requerida para enfrentar os impactos vai diminuindo, tanto no que diz respeito às qualidades (que vão aumentando) quanto às obstruções que vão diminuindo (impedem a penetração do FLUXO DIVINO).

Por Vera Helena M.Camará S. de A. Souza

domingo, 10 de julho de 2011

Processo de transmutação do ego

No processo de transmutação dos desequilíbrios internos, para que não sejamos dominados por nossas características de personalidade já enraizadas (sejam elas de ordem mental ou emocional), e considerando que quem cura é a Força Divina, o nosso ego serve para:

1) Identificar o mal estar.
2) Reconhecer a qualidade da perturbação (equilíbrio interno fora do prumo).
3) Acolher o estado encontrado.
4) Sair da sua resistência.
5) Invocar o Poder Divino para dissolver, consumir e transmutar os conteúdos encontrados, sejam eles quais forem.
6) Evitar  qualquer justificativa para a manutenção do estado mental perturbado (que cria emoções negativas).
7) Invocar ao Divino a característica que lhe falta (paciência, gratidão, entrega, fé, etc...) pedindo a ajuda dos Anjos, para que eles tragam estas qualidades do Seu Ser, para a sua personalidade.

Cada vez que se perceber no estado de desequilíbrio, repita este processo.
O importante neste Trabalho é perceber as características de inércia das quais o ego é constituído, e não deixar que elas o dominem.
                         
Por Kati Loeb

Julho de 2011    

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vilão, Vítima, Amante (continuação)

No início de muitos relacionamentos chamados românticos, a interpretação de papéis é bastante comum no sentido de atrair e manter a pessoa que é percebida pelo ego como aquela que fará o indivíduo feliz, especial e satisfará todas as suas necessidades. “Eu interpreto quem você quer que eu seja, enquanto você representa quem eu desejo que você seja”. Esse é um acordo implícito e inconsciente. No entanto, a interpretação de papéis é um trabalho árduo que as pessoas não conseguem sustentar por um tempo indefinido, sobretudo depois que começam a viver juntas. O que vemos quando esses papéis se acabam?  Na maioria dos casos, ainda não a verdadeira essência do ser, mas aquilo que a encobre: o ego em estado natural, despido dos disfarces, com os sofrimentos que traz do passado e seu querer talvez insatisfeito, que agora se transforma em raiva, provavelmente direcionada ao parceiro ou à parceira por ter deixado de remover o medo subjacente e o sentimento de insatisfação que é uma parte intrínseca da percepção egóica do eu.
Na maior parte das vezes, aquilo que costumamos chamar de “apaixonar-se” é uma intensificação do desejo e da necessidade do ego. Ficamos viciados na outra pessoa ou na sua imagem. Isso não tem nada a ver com o verdadeiro amor, que implica não querer nada. A língua espanhola é a mais honesta com relação às noções convencionais do amor: te quiero significa tanto “quero você” quanto “te amo”. A expressão “te amo”, que não tem essa ambigüidade, dificilmente é usada - talvez porque o verdadeiro amor seja de fato muito raro.

Extraído do livro de Eckhart Tolle, Um  Mundo Novo, página 81, Editora Sextante

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vilão, Vítima, Amante (continuação)

Um papel muito comum é o de vítima, e a forma de atenção que o ego busca é a solidariedade, a piedade ou o interesse dos outros pelos “meus” problemas, por “mim e minha história”. Ver-se como vítima é um componente de muitos padrões egóicos, como queixar-se, sentir-se ofendido, ultrajado, e assim por diante. É claro que, depois que uma pessoa se identifica com uma história em que assume o papel da vítima, ela não quer que isso termine, e assim, como muitas terapeutas sabem, o ego não deseja o fim de seus “problemas” porque eles fazem parte da sua identidade. Se ninguém deseja escutar sua triste história, a sua pessoa pode contá-la mentalmente para si mesma quantas vezes tiver vontade e sentir pena de si própria. Dessa forma, sua identidade será a de alguém que não está sendo tratado com justiça pela vida, por outros indivíduos, pelo destino ou por Deus. Essa atitude define a imagem que ela faz de si mesma, torna - se alguém - e isso é tudo que importa ao ego.

Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Mundo Novo, página 81, Editora

domingo, 19 de junho de 2011

Vilão, Vítima, Amante

Quando não conseguem obter elogios nem admiração, alguns egos procuram outras formas de chamar a atenção ou interpretam papéis para consegui-la. Caso não obtenham atenção positiva, podem buscar atenção negativa – por exemplo, provocando  uma reação desagradável em alguém. Há inclusive casos de crianças que fazem isso. Elas adotam um mau comportamento para se fazer notar. A interpretação de papéis negativos torna-se particularmente acentuada quando o ego é intensificado por um sofrimento emocional do passado que deseja renovar com uma experiência diferente. Alguns egos cometem crimes na sua busca pela fama. Eles procuram atenção pela notoriedade e da condenação por parte das pessoas. "Por favor me diga que existo, que não sou insignificante” parece ser sua mensagem. Essas formas patológicas do ego apenas  são apenas versões mais extremas dos egos normais.

Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Mundo Novo, página 80, Editora Sextante

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Interpretação de papéis: as muitas faces do ego

Uma pessoa tímida que tem medo da atenção dos outros não está livre do ego - nesse caso, o ego é ambivalente, pois tanto quer quanto teme a atenção externa. O temor é que a atenção possa tomar a forma de desaprovação ou crítica, isto é, algo que diminua a percepção do eu em vez de aumentá-la. Portanto, o medo que a pessoa tímida tem da atenção é maior do que a necessidade que tem dela. A timidez costuma ser acompanhada de uma auto-imagem predominantemente negativa, a crença de ser inadequado. Qualquer percepção conceitual do eu – ver a si mesmo como isso ou aquilo, seja ela favorável (eu sou maior) ou desfavorável (não sou bom). Por trás de toda auto-imagem positiva há o medo de não ser bom o bastante. Por trás de toda auto-imagem negativa está o desejo de ser maior ou melhor que os outros. Oculto pelo confiante e contínuo sentimento de superioridade do ego encontra-se o medo inconsciente de ser inferior. De modo inverso, o ego tímido, que se sente inapropriado e menor, tem um forte desejo camuflado de superioridade, dependendo da situação e dos indivíduos com quem entram em contato. Tudo o que devemos saber e observar em nós mesmos são isto: sempre que nos sentirmos superiores ou inferiores a alguém, isso é o ego em ação.


Texto extraído do livro Um mundo Novo de Eckhart Tolle, página 79, Editora Sextante

quinta-feira, 26 de maio de 2011

As muitas faces do ego

Um ego que quer alguma coisa do outro - e que ego não deseja isso - em geral representa um tipo de papel para satisfazer suas “necessidades”, que podem ser: ganhos materiais, sensação de gratificação, sejam física ou psicológica. Em geral, a pessoa não tem consciência dos papéis que representam. Elas são esses papéis. Alguns deles são sutis, enquanto outros são óbvios, exceto para quem os interpreta. Há aqueles criados com o único objetivo de atrair a atenção de alguém.
O ego prospera quando angaria a atenção dos outros, porque ele é, acima de tudo, uma energia psíquica. Como não sabe que a origem de toda energia está dentro da pessoa, ele a procura externamente. Porém, sua busca não é pela atenção sem forma - a presença - e sim pela atenção numa forma, como reconhecimento, elogio e admiração. Certas vezes, só o fato de ser notado de alguma maneira já vale como reconhecimento de sua existência.
Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Mundo Novo, página 79, Editora Sextante

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Uma relação autêntica

Uma relação autentica é aquela que não é dominada pelo ego, que está sempre voltada para a construção de sua imagem e para a busca do eu. Em um relacionamento genuíno, há um fluxo de atenção plena e receptiva quem é dirigido à outra pessoa, e nele não cabe nenhum outro querer. Essa atenção plena a presença pré requisito para todo relacionamento autentico. O ego age sempre da seguinte forma; ou quer alguma coisa ou, se acredita que não existe nada para obter do outro, assume um estado de profunda indiferença e não se preocupa com ele. Assim, os três estados predominantes dos relacionamentos egoicos são: o querer, o querer insatisfeito (raiva, ressentimento, acusação, queixa) e a indiferença.

Texto extraído do livro Um Mundo Novo, de Eckhart Tolle, página 78, Editora Sextante

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Todas as estruturas são instáveis (continuação)

A emoção subjacente que governa todas as atividades do ego é o medo. O medo de não ser ninguém, o medo da não existência, o medo da morte. Todas as ações, enfim, destinam-se a eliminar esse temor. No entanto o máximo que o ego consegue fazer é encobri-lo temporariamente, seja com um relacionamento íntimo, a aquisição de um novo bem ou tendo um bom desempenho numa coisa ou noutra. A ilusão nunca nos satisfaz. Apenas a verdade de quem nós somos, se compreendida, nos libertará.
Por que o medo? Porque o ego surge pela identificação com a forma e, na verdade, ele sabe que nenhuma forma é permanente, que todas elas são transitórias. Assim, há sempre um sentimento de insegurança ao seu redor, mesmo que externamente ele pareça confiante.

Texto extraído do livro, Um Novo Mundo de Eckhart Tolle, página 75, Editora Sextante

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Todas as estruturas são instáveis

Seja qual for a forma que assuma, a motivação inconsciente por trás do ego é fortalecer a imagem de quem nós pensamos que somos, o eu- fantasma que passa existir quando o eu pensamento - uma enorme bênção, assim como uma grande maldição - começa a dominar e a obscurecer a simples, e ainda assim profunda, alegria da conectividade com o Ser, a Origem, Deus. Independentemente do comportamento que o ego manifeste, a força motivadora oculta é sempre a mesma: a incessante de necessidade de aparecer, ser especial, estar no controle, ter poder, ganhar a atenção. E é claro, a necessidade de experimentar uma sensação de isolamento, ou seja, de oposição, de ter inimigos.

O ego sempre quer alguma coisa das pessoas ou das situações. No caso dele há sempre um plano oculto, um sentimento de “ainda não é o bastante”, de insuficiência e falta, que precisa ser atendido. Ela usa as pessoas e situações para conseguir o que deseja e, até mesmo quando é bem sucedido, nunca fica satisfeito por muito tempo. Em geral,  vive frustrado com seus objetivos - na maior parte do tempo, a lacuna entre "eu quero" e "o que acontece" torna-se uma fonte constante de aborrecimento e angústia.

Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Mundo Novo, página 74, Editora Sextante

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Estar certo e tornar o outro errado

Queixar-se, assim como encontrar erros nos outros ou assumir uma atitude reativa, fortalece o sentido de limite e de separação característico do ego e do qual ele depende para sobreviver, mas todas essas ações também reforçam de outra maneira, dando lhe uma sensação de superioridade que o faz se expandir. Talvez não fique claro de imediato de que modo as queixas - por exemplo, sobre trânsito, políticos, incompetência, ex-cônjuge - podem nos proporcionar esse sentimento de superioridade. E há uma explicação para isso. Quando nos queixamos, subentende-se que estamos certos, enquanto a pessoa ou situação da qual reclamamos ou à qual reagimos está errada.
Nada fortalece mais o ego do que estar certo. Isso o identifica com a posição mental - uma perspectiva, uma opinião, um julgamento, uma história. Obviamente, para termos razão, é necessário que alguém esteja errado. Assim, o ego adora apontar a falha para que possa mostrar que está certo. Em outras palavras: precisamos fazer com que os outros estejam equivocados para nos sentir mais forte que somos. Assim como uma pessoa, também uma situação pode ser considerada errada por meio de queixas e de algum tipo de reação, atitudes que deixam subentendida a idéia isso não deveria estar acontecendo. Estarmos certos nos coloca numa posição de superioridade moral imaginada em relação à pessoa ou à situação que está sendo julgada. É esse sentimento de superioridade que o ego adora e por meio do qual se destaca.
Texto extraído do livro Um Mundo Novo, de Eckhart Tolle, página 63, editora Sextante

terça-feira, 12 de abril de 2011

A resistência é uma contração interior

A resistência é uma contração interior, um endurecimento da concha do ego. Permanecemos fechados. Seja qual for a ação que adotemos num estado de resistência interior (que podemos chamar de negativismo), ela criará mais resistência externa, e o universo não estará do nosso lado, a vida não nos beneficiará.
Se as persianas estiverem fechadas, o sol não conseguirá entrar. Quando nos submetemos internamente, ou seja, no momento em que nos entregamos, uma nova dimensão da consciência se abre. Caso uma ação seja possível ou necessária, essa atitude será alinhada com o todo e apoiada pela inteligência criativa, a consciência incondicional com a qual nos unificamos num estado de receptividade interior.
As circunstancias e as pessoas então se tornam favoráveis, cooperativas. Coincidências acontecem. Se nenhuma ação for possível, repousaremos na paz e no silencio interior que acompanham a aceitação. Descansaremos em Deus.

Extraido do livro Um Novo Mundo, de Eckhart Tolle, página 56, Editora Sextante  

Não reagir ao ego

Não reagir ao ego das pessoas é uma das maneiras mais eficazes de não superarmos nosso próprio ego como também dissolver o ego humano coletivo. No entanto, só conseguimos nos abster de reagir quando somos capazes de reconhecer o comportamento de alguém como uma expressão do distúrbio coletivo da espécie humana. Quando compreendemos que não se trata de nada pessoal, a compulsão para reagir desaparece. Não reagindo ao ego, muitas vezes podemos aflorar a sanidade nos outros, que é a consciência não condicionada em oposição à consciência condicionada.
O ego adora reclamar e se ressente não só de pessoas como de situações. O que podemos fazer com alguém também conseguiumos fazer com uma circunstancia; transformá-la num inimigo. Os pontos implícitos são sempre: isso não deveria estar acontecendo, não quero estar aqui, estou agindo contra minha vontade, o tratamento que estou recebendo é injusto. E, é claro, o maior inimigo do ego acima de tudo isso é o momento presente, ou seja, a vida em si.
Extraido do livro Um Novo Mundo de Eckhart Tolle, pagina 59, Editora Sextante

terça-feira, 5 de abril de 2011

Queixas e ressentimentos

Queixar-se é uma das estratégias prediletas do ego para se fortalecer. Cada reclamação é uma pequena história que a mente cria e na qual acreditamos inteiramente. Não importa se ela é feita em voz alta ou apenas pensamento. Alguns egos que talvez não tenham muito mais com o que se identificar sobrevivem apenas com queixas. Quando estamos presos a um ego assim, reclamar, sobretudo de alguém, é algo habitual e, é claro, inconsciente, o que mostra que não sabemos o que estamos fazendo. Uma atitude típica desse padrão é aplicar rótulos mentais negativos às pessoas, seja na frente delas ou, como é mais comum, falando sobre elas com alguém ou até mesmo apenas pensando nelas.
O ressentimento é a emoção que acompanha a queixa e a rotulagem mental dos outros. Ela acrescenta ainda mais energia ao ego. Ressentir se significa ficar magoado, melindrado ou ofendido. Costumamos nos sentir assim em ralação a cobiça das pessoas, à sua desonestidade, à sua falta de integridade, ao que estão fazendo no presente, ao que fizeram no passado, ao que disseram ao que deixaram de dizer, à atitude que deviam ou não ter tomado. O ego adora isso....
...Ela pode ser um erro total de interpretação, uma projeção feita por uma mente condicionada a ver inimigos e a se considerar sempre certa ou superior. Em outras ocasiões, a falta pode ter ocorrido; contudo, se nos concentramos nela, às vezes excluindo todo o resto, nós a tornamos maior do que é. E dessa maneira fortalecemos em nós mesmos aquilo a que reagimos no outro.

Texto extraído do livro Um Mundo Novo, de Eckhart Tolle, pagina 58, editora Sextante.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A essência do Ego

A maioria das pessoas está tão identificada com a voz dentro da própria cabeça - o fluxo incessante de pensamento involuntário e compulsivo e as emoções que os acompanham - que podemos dizer que esses indivíduos estão possuídos pela mente. Quem se encontra inconsciente disso acredita que pensa é que ele é. Essa é a mente egoica. Chamamos de egoica porque existe uma percepção do eu, do ego, em todos os pensamentos- lembranças, interpretações, opiniões, pontos de vista, reações, emoções. Isso é consciência, espiritualmente falando. O pensamento, o conteúdo da mente, é condicionado pelo passado: pela formação, pela cultura, pelos antecedentes familiares, etc. O núcleo central de toda atividade mental consiste em determinados pensamentos, emoções e padrões reativos e persistentes com os quais nos identificamos com mais intensidade. Essa entidade é o próprio ego.
Na maioria dos casos, quando digo eu, é o ego que está falando, e não nós, como temos observado. O ego compõe-se de pensamentos e emoções, de uma série de lembranças que reconhecemos como eu e minha história. Ela contem ainda identificações  pessoais não só com bens, mas com opiniões, aparência exterior, ressentimentos antigos e conceitos sobre nós mesmos como melhores do que outros ou inferiores a eles, como pessoas bem sucedidas ou fracassadas.

Texto extraído do livro Um Mundo Novo, autor Eckhart Tolle, página 57, Editora Sextante.

Observação pessoal:
Consciência: eu sei que eu penso assim, portanto o meu emocional vai reagir de acordo com este pensamento, Ele está comprometido. Chamo este conjunto de massa crítica, que faz parte do meu patrimônio pessoal, que eu peço para Deus transmutar, isto é, mudar o padrão vibratório disto que eu chamo de Eu.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Alinhamento com a alma


 por Kati Loeb

Este é um convite para contatar a Luz; não é uma aula de Cabala.
Venho da tradição judaica e, por ter vivido a experiência do contato com a Luz, percebi que aquilo que tenho para oferecer é uma dádiva Divina, na medida em que a Cabala sai do contexto fechado, via estudo, e pode ser compartilhada com quem tenha a intenção de recebê-La e esteja aberto para Ela.
A Cabala prega o servir a Deus, servindo ao Homem. Quando sirvo ao Homem com o intuito de favorecer essa Conexão, estou servindo a Deus.
A Conexão com a Luz se faz quando a mente está tranqüila como um lago. É nesse momento que ela reflete a Luz, sem a obstrução de pensamentos e emoções que inundam a consciência, provocando perturbações e desequilíbrio.
Uma das energias que pode interromper o Contato é a dúvida, diferente de curiosidade sadia.
Quando o mental não está tranquilo, ele obstrui a passagem da Luz. Faz-se a Conexão com a Luz quando percebemos que o mental, em vez de ser um instrumento útil para a expansão da consciência, está sendo um instrumento  de obstrução.
Os conteúdos mentais e emocionais da personalidade, que obstruem o Contato com a Luz, são transmutados através dessa Conexão.
Junto com a Luz, recebemos e transmitimos informações que não temos no nosso patrimônio pessoal.
Dentro dessa Conexão, o que me aparecem são os Anjos, que também aparecem na Cabala.
Os Anjos são  elementos de Conexão. No momento em que o padrão vibratório se eleva, chega-se à freqüência da Luz.
É preciso ter a  intenção de estabelecer o Contato com a Luz, para receber os ensinamentos que a Cabala traz normalmente através dos estudos.
A intenção leva o Homem a fazer o Contato e através dele acessar o conhecimento. 

Como a intuição e a sabedoria interior podem fortalecê-lo em momentos difíceis

Todos nós fomos criados com uma sabedoria interior inata que orienta as nossas vidas, serve como um “medidor interior da verdade” e nos ajuda a tomar decisões importantes em pontos críticos de mudanças em nossas vidas. Alguns chamam a este dom natural, de intuição, orientação espiritual ou “sentimentos viscerais”.
Cada um de nós se conecta à intuição de seu modo próprio e único. Aqueles com dons artísticos ou musicais podem invocar a sua musa para inspirá-los com idéias criativas. Aqueles cujo trabalho envolve grande resistência física ou mental, podem se conectar com a sua sabedoria interior ao se desafiarem profundamente para romper as barreiras que usualmente existem entre eles e os seus dons interiores. Alguns podem ter vidas muito agitadas com pouco tempo para estar em sintonia com a sua orientação interior, mas os nossos sonhos servem como mensageiros para compartilhar conosco a importante informação que podemos não ter captado no meio de um dia atarefado.
Nossa intuição é um profundo dom que liga o nosso eu físico encarnado com a nossa essência espiritual divina. A alma pode ser comunicar com o nosso eu encarnado através desta linha de luz, e podemos desenvolver esta conexão interior ao longo do tempo através da meditação, da prece e do desejo de nos conhecermos mais profundamente.
Nossa intuição pode ser de grande utilidade em todos os momentos em nossas vidas e especialmente durante momentos de grande stress ou dificuldade. Em situações onde estamos nos defrontando com desafios inesperados, tais como a perda de um ente querido ou uma doença, muitas emoções intensas surgem do nosso interior. Nossos apoios habituais são removidos ou abalados, o que pode nos fazer sentir desorientados, desprotegidos e sem nada a que nos agarrarmos.
Nossa intuição pode agir como uma bússola de orientação, apontando-nos instintivamente em direção aos apoios que precisamos para superarmos as dificuldades que estamos enfrentando.
Quando as nossas mentes nos enfraquecem porque nos sentimos oprimidos, a voz da nossa sabedoria interior se expressa claramente e se repetirá tantas vezes quanto for necessário.
Se nós estamos acostumados a estar no controle de nossas vidas, e então, subitamente, somos defrontados com uma situação que não podemos administrar, ficamos desesperados por causa de nossos métodos usuais de enfrentamento que não mais estão funcionando. A intuição, entretanto, funcionará sempre, até nas circunstâncias mais terríveis, porque o nosso eu humano encarnado no mundo físico está sempre conectado ao nosso Eu Superior.
Em um momento de desafio ou de crise, nossos sistemas de apoio espiritual são ativados dos reinos espirituais. Nossa conexão com a intuição ou orientação é fortalecida, e aqueles seres amorosos nos reinos espirituais que zelam por nós e guiam as nossas vidas proporcionam um auxílio extra.
Se nós nos acostumamos a não considerarmos a nossa sabedoria interior, ou, simplesmente, excluirmos as nossas partes intuitivas através de anos de negligência, pode parecer como se não pudéssemos encontrar o fio de luz que nos religaria a nossa fonte. É importante que compreendamos que não importa quão desconectados nos tornemos de nossa sabedoria interior divina, ela está sempre presente e disponível a nós. Ainda que tenhamos erguido barreiras para isolarmos a nossa orientação interior por um tempo, estas podem ser removidas através de nossa assídua oração e intenção.
Se estivemos desconectados de nós mesmos por um tempo muito longo, o processo de reconexão freqüentemente trará velhas emoções, pensamentos e memórias que podemos ter oculto de nós mesmos e com os quais não estávamos preparados a lidar. Durante esta fase de reequilíbrio, é útil participar de algum tipo de sistema de apoio espiritual ou emocional que possa ajudar a estabilizar a nossa conexão interior com o Espírito.
Um dos aspectos mais desafiadores do processo de cura é lembrarmos que as emoções e memórias do passado estão surgindo para que sejam curadas e liberadas. Um sistema de apoio pode nos ajudar a nos ancorarmos na força do nosso ser interior, para permitir que emoções e sentimentos  passem por nós e para que haja a liberação do nosso corpo, mente e espírito.
Enquanto este processo de limpeza acontece, a intuição e a sabedoria interior são naturalmente fortalecidas, pois há menos barreiras entre nós mesmos e o nosso espírito. Esta conexão interior mais profunda pode proporcionar uma fonte de sabedoria, de liberdade, de capacitação e de conforto durante os momentos difíceis, e nos sustentará por toda a vida com maior amor, alegria e paz. A sabedoria interior é uma grande dádiva, e é destinada não somente a abençoar as nossas vidas individuais, mas para compartilhar com outros para abençoar toda a vida, através de nossa conexão com o divino.
Mashubi Rochell é um conselheira espiritual e fundadora do World Blessings, uma comunidade de apoio on-line que oferece orientação e cura espiritual a pessoas de todos os credos. Para mais informações sobre o desenvolvimento da sabedoria interior, visite Worldblessings.com.
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br