quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O segredo da felicidade

O ego cria histórias para nos convencer de que não conseguimos ficar em paz agora ou de nos convencer de que não podemos ser nós mesmos plenamente no presente. Ficarmos em paz e ser quem somos, isto é, nós mesmos, são uma coisa só. O ego diz: "Talvez em algum momento no futuro eu possa ficar em paz, caso isso ou aquilo aconteça ou se eu conseguir isso ou me tornar aquilo". Ou ele afirma: "Houve algo no passado que nunca me deixa ficar em paz". Se ouvirmos as histórias das pessoas, veremos que todas elas tem título: "Por que eu não consigo ficar em paz agora.O ego não sabe que sua única oportunidade de ficar em paz é agora. Ou talvez ele saiba e tenha medo de que nós acabemos descobrindo isso. Paz, acima de tudo, é o fim do ego.

Texto extraído do livro, Um mundo Novo ,de Eckhart Tolle, página 101, editora Sextante.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A infelicidade em segundo plano (continuação)

Você costuma ter uma sensação de descontentamento que poderia ser descrita como espécie de ressentimento em segundo plano? Ela pode ser específica ou não. Muitas pessoas passam uma grande parte da vida nesse estado. Elas se identificam tanto com ele que não conseguem se afastar e detectá-lo. O que sustenta essa sensação são certas crenças que mantemos de modo inconsciente, determinados pensamentos. Nós os cultivamos da mesma maneira que sonhamos quando estamos dormindo, isto é, não sabemos que o estamos alimentando, assim como quem sonha ignora que está sonhando.

Texto extraído do livro Um Mundo Novo, de Eckhart Tolle, página 102, Editora Sextante

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A infelicidade em segundo plano

O ego cria separação, e a separação cria sofrimento. Portanto, o ego é claramente patológico. Além de suas manifestações óbvias como raiva, rancor e inveja, o negativismo assume formas mais sutis que, por serem muito comuns, não costumam ser reconhecidos como tal, como impaciência, irritação, nervosismo e sensação de estar “cheio” de uma situação ou de alguém, isto é, de ter chegado ao limite. Elas constituem a infelicidade em segundo plano, que é o estado interior predominante de muitas pessoas. Precisamos estar absolutamente atentos e presentes para detectá-las. Sempre que fizermos isso, será um momento de despertar, ou de abandono de identificação com a mente.

Texto extraído do livro Um Novo Mundo, de Eckhart Tolle, página 101, Editora Sextante

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O ego patológico (continuação)

Se em meio ao negativismo conseguirmos compreender a idéia de que naquele instante estamos causando sofrimento a nós mesmos, isso será suficiente para nos colocar acima das limitações das reações e dos estados egóicos condicionados. Isso mostrará as infinitas possibilidades que abrem para nós quando a consciência está presente - maneiras diferentes e muito mais inteligentes de enfrentarmos qualquer situação. Assim que reconhecermos nossa infelicidade como algo não inteligente, nos libertamos dela. O negativismo é destituído de inteligência. Ele é sempre uma criação do ego, pode ser esperto, mas não é inteligente. A esperteza é motivada pelo interesse pessoal e é extremamente imediatista. Em sua maioria, os políticos e os profissionais do mundo dos negócios são espertos. Muito poucos são inteligentes. Tudo o que é alcançado por meio da esperteza tem vida curta e sempre resulta numa derrota pessoal. A esperteza divide, enquanto a inteligência inclui.

Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Novo Mundo, página 101, Editora Sextante

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Emoções e Equilíbrio

Olhando fundo dentro da tensão emocional talvez possamos descobrir um estranho paradoxo: embora não queiramos sofrer, parecemos incapazes de abandonar nossa infelicidade. Não conseguimos ou não queremos mudar. Agarramo-nos a respostas emocionais, mesmo negativas, porque nossas necessidades e apegos emocionais são muito fortes; eles representam uma parte importante de nossa identidade. Abrir mão deles pode ser por demais assustador e confuso, pois sem esses sentimentos familiares podemos não estar mais seguros de quem somos.
Trabalhar com emoções pode ser difícil, e é tentador imaginar que haja outro lugar em que problemas não existem. Mas, esta é a sua vida-aqui e agora. Uma vez que a oportunidade deste momento se vai, você nunca mais pode trazê-la de volta. Se sua preciosa energia é continuamente gasta em emoções e auto-ilusão, você chegará ao fim da vida sem compreender os aspectos mais profundos de sua experiência. Por isso, qualquer  que seja sua situação, e quais quer que sejam seus recursos-corpo, mente, energia, atenção pura - use-os por inteiro nesse exato momento, em vez de desperdiçar seu tempo emaranhado em agitações emocionais.
Texto extraído do livro: A mente oculta da liberdade, Tarthang Tulku, página 33, editora Pensamento

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O ego patológico

O ego não consegue distinguir entre uma situação e sua interpretação de uma reação a essa situação. Podemos dizer “Que dia horrível!” sem atentarmos para o fato de que o frio, o vento e a chuva ou qualquer elemento ao qual estejamos reagindo não são horríveis. Eles são como são. O que é horrível é nossa reação, a resistência subjetiva a eles e a emoção que é criada por essa resistência. Nas palavras de Shakespeare: "nada existe de bom nem de mau, o pensamento é o que torna assim”. Mais do que isso, o ego sempre interpreta mal o sofrimento como um prazer porque, até determinado ponto, ele se fortalece por meio desse estado negativo.
Por exemplo, a raiva e o ressentimento exacerbam o ego, aumentando a sensação de separação, enfatizando a diferença em relação aos outros e criando a postura “estou coberto de razão”, que mais parece uma fortaleza inexpugnável. Se fôssemos capazes de observar as mudanças psicológicas que acontecem dentro do nosso corpo quando somos dominados por essas disposições negativas, caso pudéssemos ver de que modo elas prejudicam o funcionamento do coração e dos sistemas digestivo e imunológico, além de muitas outras funções corporais, ficaria óbvio que esses estados são de fato patológicos, isto é, são formas de sofrimento, e não de prazer.
Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Mundo Novo, página 100, Editora Sextante