quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

“ALEM DA MENTE PENSANTE” Parte 2

“A mente funciona com "voracidade" e por isso está sempre querendo mais. Quando você se identifica com a sua mente, fica facilmente entediado e ansioso. O tédio demonstra que a mente deseja avidamente mais estímulo, mais o que pensar, e que essa fome não está sendo saciada. 

Quando você fica entediado, pode querer satisfazer a fome da mente lendo uma revista, dando um telefonema, assistindo à tevê, navegando na Internet, fazendo compras ou - o que é bem comum - transferindo a sensação mental de carência e sua necessidade de quero mais para o corpo e se satisfazendo temporariamente comendo mais. 

A alternativa é aceitar o tédio e a ansiedade e observar como é sentir-se entediado e ansioso. A medida que você se dá conta dessa sensação, surge de repente um espaço e uma calma em volta dela. 

Primeiro é um pequeno espaço interno, mas, à medida que esse espaço aumenta, o tédio começa a diminuir de intensidade e de significado. Dessa forma, até o tédio pode ensinar quem você é e quem não é. Você descobre que não é uma "pessoa entediada". o tédio é simplesmente um movimento de energia condicionada dentro de você. 

Da mesma forma, você não é uma pessoa irritada, rancorosa, triste ou medrosa. O tédio, a raiva, a tristeza e o medo não são "seus", não fazem parte da sua pessoa. Eles são estados da mente humana. E, por isso, vão e voltam. Nada daquilo que vai e volta é você. "Estou entediado." Quem sabe disso? "Estou irritado, triste, com medo." Quem sabe disso? Você é a pessoa que sabe disso. Você não é seus sentimentos.

Qualquer tipo de preconceito mostra que você está identificado com a mente pensante. Mostra que você não está vendo o outro ser humano, está vendo apenas seu conceito sobre aquele ser humano. Reduzir uma pessoa a um conceito já é uma forma de violência. O pensamento que não tem raízes na consciência passa a servir apenas aos interesses daquele que pensa e deixa de ter função. A inteligência desprovida de sabedoria torna-se muito perigosa e destrutiva. É nesse estado que se encontra a maior parte da humanidade.

O predomínio do pensamento na ciência e na tecnologia - embora intrinsecamente não seja um fato ruim nem bom - tornou-se algo destrutivo, porque frequentemente esse pensamento não está enraizado na consciência, O próximo passo na evolução humana é transcender o pensamento. Hoje é a nossa tarefa mais premente. Isso não significa que não devemos mais pensar, mas simplesmente que não devemos nos identificar com o pensamento nem ser dominados por ele. 

Sinta a energia no interior do seu corpo. Imediatamente, o ruído mental diminui ou cessa. Sinta essa energia nas mãos, nos pés, no ventre, no peito. Sinta a vida que você é, a vida que movimenta seu corpo. O corpo então se torna uma porta aberta para uma noção mais profunda da vida que existe debaixo das nossas emoções flutuantes e de nossos pensamentos. Existe uma energia vital que você pode sentir em todo o seu Ser, em cada célula do seu corpo, independentemente dos seus pensamentos. 

Nesse estado de consciência, se você precisar usar a mente para algum fim prático, ela estará presente. E a mente funciona muito bem quando a inteligência maior que é você se expressa através dela. Talvez você não tenha se dado conta, mas aqueles breves períodos em que fica "consciente sem pensar" já estão ocorrendo natural e espontaneamente em sua vida. Você pode estar fazendo algum trabalho manual, andando pela casa, aguardando o embarque num aeroporto e estar tão presente que a estática habitual do pensamento se interrompe e é substituída por um estado de alerta. 

Ou você pode estar olhando o céu ou ouvindo alguém falar, sem fazer qualquer comentário mental. Suas percepções se tornam transparentes como cristal, sem qualquer pensamento para toldá-las. Mesmo que você não perceba, a verdade é que essa é a coisa mais importante que pode acontecer a você. E o começo do processo de mudança, do pensar para o estar presente, alerta e atento. 

Sinta-se à vontade com o "não saber". Iso leva você para além da mente, pois ela está sempre querendo tirar conclusões e interpretar. A mente teme não saber. Assim, quando consegue ficar à vontade com o "não saber", você já foi além da mente. Um conhecimento mais profundo que não é baseado em qualquer conceito vai emergir desse estado”


Eckhart Tolle - Trecho do livro “O Poder Do Silêncio”

“ALEM DA MENTE PENSANTE” Parte 1

“A maioria das pessoas passa a vida toda aprisionada nos limites dos próprios pensamentos. Nunca vai além das estreitas ideias já feitas, do sentido do "eu" condicionado ao passado. Em você, como em cada ser humano, existe uma dimensão de consciência bem mais profunda do que o pensamento. 

É a essência de quem você é. Podemos chamá-la de presença, de percepção, de consciência livre de condicionamentos. Nos antigos ensinamentos religiosos, essa consciência é o Cristo interior ou a sua natureza do Buda. Descobrir essa dimensão liberta você do sofrimento que causa a si mesmo e aos outros quando conhece apenas esse pequeno "eu" condicionado e deixa que ele conduza sua vida. 

O amor, a alegria, a criatividade e a verdadeira paz interior só podem entrar em sua vida quando você atinge essa dimensão de consciência livre de condicionamentos. Se você consegue reconhecer, mesmo esporadicamente, que os pensamentos que passam por sua cabeça são meros pensamentos; se você consegue se dar conta dos padrões que se repetem em suas reações mentais e emocionais, é sinal de que essa dimensão de consciência está emergindo. Ela é o espaço interno em que o conteúdo de sua vida se desdobra. 

A corrente do pensamento tem uma enorme força que pode muito facilmente levar você de roldão. Cada pensamento tem a pretensão de ser extremamente importante. Cada pensamento quer sugar sua completa atenção. Eis um novo exercício espiritual para você praticar: não leve seus pensamentos muito a sério. Com que facilidade as pessoas ficam aprisionadas nas armadilhas de seus pensamentos! 

Como a mente humana tem um imenso desejo de saber, de compreender e de controlar, ela confunde opiniões e pontos de vista com a verdade. A mente afirma : "As coisas são exatamente assim." Você precisa ir além dos seus pensamentos para perceber que, ao interpretar a "sua vida" ou a vida e o comportamento dos outros, ao julgar qualquer situação, você está expressando apenas um ponto de vista entre muitos possíveis. 

Suas opiniões e pontos de vista não passam de um punhado de pensamentos. Mas a realidade é outra coisa. Ela é um todo unificado em que todas as coisas se interligam e nada existe em si e por si. Pensar fragmenta a realidade, cortando-a em pequenos pedaços, em pequenos conceitos. 

A mente pensante é uma ferramenta útil e poderosa, mas torna-se muito limitadora quando invade completamente a sua vida, impedindo você de perceber que a mente é apenas um pequeno aspecto da consciência que você é. A sabedoria não é um produto do pensamento. A sabedoria é um profundo conhecimento que vem do simples ato de dar total atenção a alguém ou a alguma coisa. 

A atenção é a inteligência primordial, a própria consciência. Ela dissolve as barreiras criadas pelo pensamento, levando-nos a perceber que nada existe em si e por si. A inteligência une a pessoa que percebe ao objeto percebido, num campo unificado de percepção. E a atenção que cura a separação. Sempre que você mergulha em pensamentos compulsivos está impedindo o que existe. Você não quer estar onde está. Aqui. Agora. 

Os dogmas - religiosos, políticos, científicos - vêm da crença equivocada de que o pensamento pode encapsular a realidade ou a verdade. Os dogmas são prisões formadas por conceitos coletivos. O que parece estranho é que as pessoas gostam de suas prisões, pois elas Ihes dão uma sensação de segurança e uma falsa impressão de que "sabem das coisas". 

Nada causou mais sofrimento à humanidade do que os dogmas. É verdade que, cedo ou tarde, todo dogma é derrubado, porque a realidade acaba mostrando que ele é falso. Mas, a menos que se descubra a ilusão básica das verdades absolutas, logo surge outro dogma para substituir o antigo. 

Qual é essa ilusão básica? 

É a identificação com o pensamento. Despertar espiritualmente é despertar do sonho do pensamento. O reino da consciência é muito mais vasto do que aquilo que o pensamento é capaz de abranger. Quando você deixa de acreditar em tudo o que pensa, você sai do pensamento e vê claramente que quem está pensando não é quem você é essencialmente”


Eckhart Tolle - Trecho do livro “O Poder Do Silêncio”

Se você viveu tempo suficiente, saberá que as coisas "correm mal" com bastante frequência. É precisamente nessas alturas que a rendição precisa de ser praticada se você quer eliminar a dor e a tristeza da sua vida. A aceitação daquilo que é liberta-o de imediato da identificação com a mente e, desse modo, volta a liga-lo ao Ser. A resistência é a mente.

A rendição é um fenómeno puramente interior. Não significa isso que a nível externo você não possa agir e mudar a situação.

De fato, não é a situação geral que você precisa de aceitar quando se rende, mas simplesmente o ínfimo segmento chamado Agora. Se, por exemplo, você estivesse algures metido na lama, não iria dizer: "Pronto, resigno-me a ficar preso na lama". A resignação não é rendição.

Eckhart Tolle

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

 A não-reação ao ego dos outros é uma das maneiras mais eficazes não só de transcendermos o nosso próprio ego, como também de dissolver o ego humano coletivo. No entanto, só nos podemos encontrar num estado de não-reação se formos capazes de identificar o comportamento das outras pessoas como proveniente do ego, como uma expressão da disfunção humana coletiva. Quando compreendermos que não é nada de pessoal, deixa de haver uma compulsão para reagir como se realmente fosse. Se não reagirmos ao ego, teremos muitas vezes a capacidade de trazer à tona a sanidade dos outros, a consciência incondicionada, em oposição à consciência condicionada do ego.

Por vezes, é necessário adotarmos algumas medidas práticas para nos protegermos de pessoas profundamente inconscientes. E podemos fazê-lo sem transformar essas pessoas em nossos inimigos. Porém, a nossa maior defesa é sermos conscientes. Uma pessoa torna-se um inimigo se personalizarmos a inconsciência que é o ego. O perdão é sinónimo de não-reação. Perdoar significa olhar para além de algo ou, melhor, olhar através de algo. Olhamos através do ego para a sanidade que existe em cada ser humano.


Eckhart Tolle

Quando você vive na completa aceitação do que é, põe fim a todo o drama na sua vida. Ninguém conseguirá sequer discutir consigo, por mais que tente. Não se pode discutir com uma pessoa plenamente consciente. Uma discussão implica identificação com a mente e com uma posição mental, assim como resistência e reação à posição da outra pessoa. O resultado é que as polaridades opostas fornecem energia uma à outra. São mecanismos da inconsciência. Você continuará a poder expor o seu ponto de vista clara e firmemente, mas por trás dele não haverá nem reação, nem defesa, nem ataque. Por isso não se transformará em drama. 

Quando você está plenamente consciente, deixa de estar em conflito. "Ninguém que seja uno consigo próprio poderá sequer conceber conflitos", como se afirma em A Course in Miracles. Isto diz respeito não só aos conflitos com os outros, mas sobretudo aos conflitos dentro de si, que cessam quando deixa de haver choque entre as exigências e as expetativas da sua mente e aquilo que é.

 

Eckhart Tolle (O Poder do Agora, pág. 187)

 Um outro aspecto da dor emocional, que faz parte intrínseca da mente egoica, é uma sensação profundamente enraizada de falta ou de não estar completo, de não ser total. Em algumas pessoas, é uma sensação consciente, noutras inconsciente. Quando é consciente, manifesta-se na forma de um inquietante e constante sentimento de não ser digno ou suficientemente bom. Quando é inconsciente, só se sente indiretamente, sob a forma de uma intensa ânsia de possuir, de uma carência, de um precisar de qualquer coisa.

Em qualquer dos casos, as pessoas começam muitas vezes a tentar satisfazer o ego de forma compulsiva e a procurar coisas com as quais se possam identificar, a fim de preencherem o vazio que sentem dentro de si. E lançam-se atrás de bens materiais, dinheiro, sucesso, poder, prestígio, ou um relacionamento especial, basicamente para se sentirem melhores consigo próprias, para se sentirem mais completas. Mas depois de alcançarem todas essas coisas, descobrem rapidamente que o vazio continua a existir, que ele não tem fim. É então que começam os problemas a sério, porque elas não se conseguem iludir mais a si próprias. Bem, na verdade conseguem, e até o fazem, mas torna-se muito mais difícil.

Enquanto for a mente egoica a conduzir a sua vida, você não poderá sentir-se verdadeiramente à vontade; não poderá estar em paz nem se sentirá realizado, a não ser momentaneamente, depois de obtido o que você queria, quando um desejo intenso acaba de ser satisfeito.


Eckhart Tolle

Cantar a Dois

Disse o Rabi Pinkhas: "Quando alguém canta e não consegue elevar a voz, e outro vem cantar com ele e consegue elevar a voz, então também o primeiro consegue elevá-la. Eis o segredo da ligação entre os espíritos.”

Conheça o poder do Ho’oponopono


Prática havaiana antiga ganha o mundo ao trazer prosperidade, saúde, paz e outros benefícios para quem a utiliza

Em seu modo mais popular e superficial, ho’oponopono é um poderoso mantra que possui a capacidade de restaurar a harmonia interior e a harmonia nas relações interpessoais de qualquer pessoa. “Sinto muito”, “Por favor, me perdoe”, “Eu te amo” e “Sou Grato” são as frases que repetimos durante o ho’oponopono.

Quando somos crianças, aprendemos que essas são palavrinhas mágicas. Mas, quando adultos, ressignificamos essas expressões simplesmente como gestos de educação e de respeito ao próximo. Na verdade, essas expressões nunca deixaram de ser mágicas: nós só não tínhamos conhecimento do quão poderosas elas são e do efeito que causam quando unidas.

O que é o Ho’oponopono?

Ho’oponopono é uma técnica, meditação ou processo havaiano de arrependimento, perdão e transmutação desenvolvido por Kahuna Lapa’au Morrnah Nalamaku Simeona (1913–1992). O termo “Ho’oponopono” significa “reparar” ou “corrigir um erro”. De acordo com os antigos havaianos, a fonte do erro está em pensamentos contaminados por memórias dolorosas do passado ou traumas.

A neurociência aponta que seres humanos são 95% regidos pelo inconsciente, onde habitam nossas memórias. E a prática havaiana oferece uma maneira de liberar a energia de pensamentos dolorosos ou erros do passado que podem causar desequilíbrio. O objetivo é ajudar as pessoas a entenderem seus problemas como memórias que se repetem no inconsciente e se libertarem delas.

A técnica ficou famosa após o autor americano Joe Vitale descrever no livro ”Limite Zero” um fato curioso em que o terapeuta dr. Ihaleakala Hew Len curou uma ala hospitalar cheia de criminosos perigosos com problemas mentais sem nunca ter atendido um paciente pessoalmente. Ele só usava a técnica de meditação do ho’oponopono nas fichas médicas que constavam os laudos clínicos de cada um — muitos deles com doenças psíquicas até então incuráveis.

Como funciona o Ho’oponopono?

Quando viemos ao mundo somos seres sem instrução e os nossos pais se encarregam de nos ensinar. Obviamente, eles acabam nos ensinando o que acreditam ser certo e o que nos deixaria mais preparados para viver os desafios da vida. E assim aprendemos que “o dinheiro é sujo”, que “a vida é uma luta”, “que a vida é difícil”, às vezes até mesmo “que você não é inteligente o bastante”, “que você é feio(a)”, que devemos parar de sonhar”. Todos esses ensinamentos ficam armazenados no nosso inconsciente, porque nós os interiorizamos como verdades.

É aí que entra o ho’oponopono: ele limpa memórias que nos desconectam da nossa saúde física, financeira, da paz, harmonia e felicidade que deveríamos estar vivenciando. Ele cura essas memórias, esses obstáculos mentais conhecidos pela física quântica como crenças limitantes. E, após essa limpeza, conseguimos nos conectar com o Divino que existe dentro de cada um de nós e vivermos o presente em sua plenitude — sem elos com o passado.O dr. Hew Len diz que tudo o que acontece conosco é resultado de nossas memórias.

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Quando fazer Ho’oponopono?

A indicação é mentalizar ou falar o ho’oponopono sempre que constatarmos algo desagradável em nossas vidas. E isso não está ligado a nenhum ritual religioso, então não é necessária nenhuma posição específica para fazer a meditação. Basta apenas repeti-las mentalmente ou vocalmente, até se sentir melhor e livre daquele pensamento.

Podemos fazer o ho’oponopono quando percebermos sentimentos como medo e ansiedade, por exemplo. Basta dizer: “medo abençoado, sinto muito, por favor, me perdoe, eu te amo, sou grato(a)”. E por que abençoar o medo ou a ansiedade? Simplesmente, porque só curamos algo quando o acolhemos com amor. Então acolhemos o medo, a ansiedade e qualquer sentimento do tipo para nos curarmos reconhecendo que esse sentimento está vindo à tona. Porque ele é uma memória que está se revelando para ser limpada da sua vida.

A mesma forma pode ser feita quando alguém estiver com dificuldades financeiras: “dinheiro abençoado, sinto muito, por favor, me perdoe, eu te amo, sou grato”. Quando repetimos essas frases, limpamos memórias e crenças de que o dinheiro é sujo, que só traz sofrimento, entre outras.

Como fazer?

Cada um pode repetir as frases quantas vezes quiser e da forma que lhe gerar melhores resultados, de acordo com as suas necessidade e bem-estar.

Para os mais espiritualizados, é indicado que as quatro frases (“sinto muito”, “por favor, me perdoe”,”eu te amo” e ”sou grato)” sejam repetidas 108 vezes. Isso porque 108 é um número considerado sagrado e que potencializa o resultado do ho’oponopono. Tanto que existe o japamala, colar de bolinhas semelhante ao terço católico, com 108 contas. É até possível encontrar o japamala na versão aplicativo para smartphones.

Você pode fazer o ho’oponopono para outras pessoas, mas primeiramente é indicado que o ho’oponopono seja feito para você mesmo. Diga seu próprio nome antes das frases, por exemplo: “Ana Carla, sinto muito, por favor, me perdoe, eu te amo, eterna gratidão”.

Existe uma adaptação, que tem como base um ensinamento de Gregg Braden, físico e autor americano da Nova Era. No livro “Segredos de Um Modo Antigo de Rezar” ele explica que quando abençoamos algo nós o curamos — porque imediatamente tiramos nossos julgamentos. Então a prática pode ser repetida da seguinte forma: “Ana Carla abençoada, sinto muito, por favor, me perdoe, eu te amo, eterna gratidão”.

Qual o significado de cada uma das 4 frases?

“Sinto muito”: nesta frase assumimos responsabilidades sobre a nossa situação atual, reconhecemos que algo (físico, mental ou emocional) aconteceu no passado e se firmou na memória. Esse reconhecimento mostra que a pessoa está preparada para a mudança necessária e tão almejada.

“Me Perdoe”: quando pedimos perdão, pedimos perdão a nós mesmos e ao Criador para nos ajudar a nos perdoarmos por essas memórias que se repetem em nosso sistema. Desta forma, obtemos a libertação do meu problema.

“Eu te amo”: não há nada mais potente que magnetizarmos o amor para permiti-lo que retorne a nós. Quando dizemos “eu te amo”, dizemos que amamos nossas memórias e que somos gratos por podermos libertar a elas e a nós mesmos. O amor é a nossa melhor forma de reconexão com o Divino e de transformação de toda energia bloqueada.

“Sou grato”: a gratidão é sinônimo de fechamento de ciclos e de certeza e confiança na ação do Criador, independente de como você o identifique. Devemos ser gratos por nosso subconsciente dar oportunidades de limpar e curarmos memórias.

 Uma relação autêntica é aquela que não é dominada pelo ego, que está sempre voltada para a construção da sua imagem e para a busca do eu. Num #relacionamento genuíno, há um fluxo de atenção plena e receptiva que é dirigido à outra pessoa, e nele não cabe nenhum outro querer. Essa atenção plena é a presença – o pré-requisito para todo relacionamento autêntico. O ego age sempre da seguinte forma: ou quer alguma coisa ou, se acredita que não existe nada para obter do outro, assume um estado de profunda indiferença e não se preocupa com ele. Assim, os três estados predominantes dos relacionamentos egóicos são: o querer, o querer insatisfeito (raiva, ressentimento, acusação, queixa) e a indiferença.

Eckhart Tolle

SQ = Spiritual Quotient

No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a "descoberta da Inteligência Emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções."

A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da Inteligência Espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.

Drª Dana Zohar, da Universidade de de Oxford, no seu livro SQ - Spiritual Quotient - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.

Ela baseia seu trabalho sobre Quociente de Espiritual (SQ), em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.

O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.

Afirma Dana:

"A Inteligência Espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, coautor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em Física, pela Universidade de Harvard, com pós graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles: "O Ser Quântico" e "A Sociedade Quântica", já traduzidos para português.

O que é Inteligência Espiritual?

É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos.

Ter alto quociente espiritual (SQ) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal.

O SQ aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos.

É uma inteligência que nos impulsiona.

É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor.

O SQ está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida.

É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou Inteligência Intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afectado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou Inteligência Emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o SQ, ou  Inteligência Espiritual.

Qual a diferença entre QE e SQ?

É o poder transformador. 

A Inteligência Emocional me permite julgar em que situação eu me encontro, e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação.

A Inteligência Espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular.

Implica trabalhar com os limites da situação.

Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções.

Inteligência Espiritual fala da Alma.

O Quociente Espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afectam minha emoção e como eu reajo a isso.

A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo

2. São levadas por valores. São idealistas

3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade

4. São holísticas

5. Celebram a diversidade

6. Têm independência

7. Perguntam sempre "por quê?"

8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo

9. Têm espontaneidade

10.Têm compaixão.


"Uma vela não perde a sua chama acendendo outra."_