Quando surgem obstáculos ou dificuldades no trabalho, nas ocasiões em que as coisas não ocorrem de acordo com a expectativa, sempre que as pessoas ou circunstâncias não são favoráveis ou cooperativas, elas não procuram formar imediatamente um todo com a nova conjuntura e responder às exigências do momento. Ao contrário: reagem contra a situação e assim se separam dela. Existe um eu "que se sente ofendido ou ressentido". Com isso, uma enorme quantidade de energia é queimada em protesto ou raiva inútil quando poderia ser usada para resolver a questão, caso não fosse mal empregada pelo ego. Mais do que isso, essa “antienergia” cria novos obstáculos, nova oposição. Muitos indivíduos são de fato seu pior inimigo.
Sem saber, as pessoas sabotam o próprio trabalho quando se recusam a prestar ajuda ou informações aos outros ou tentam prejudicá-los para que não alcancem mais sucesso ou crédito do que elas. A cooperação é estranha ao ego, a não ser quando existe uma intenção oculta. Ele não sabe que,quando incluímos as pessoas,as coisas fluem mais suavemente e chegam até nós com mais facilidade. Se prestamos pouco ou nenhum auxílio aos outros ou colocamos obstáculos em seu caminho, o universo-na forma de pessoas e circunstâncias_ nos proporciona pouca ou nenhuma ajuda porque nos separamos do todo.O sentimento essencial inconsciente do ego de “ainda não é o bastante” faz com que ele reaja ao sucesso de qualquer pessoa como se esse êxito tivesse tirado alguma coisa dele. Ela ignora o fato de que seu ressentimento em relação à conquista de alguém restringe suas próprias possibilidades de ser bem sucedido.Para atrair o sucesso, precisamos ser receptivos a ele onde quer que o vejamos.
Texto extraído do livro de Eckhart Tolle, Um Novo Mundo, página 110, Editora Sextante