O passado vive em nós na forma de lembranças, no entanto elas em si mesmas não são problema. Na verdade, é por meio delas que aprendemos com nossas experiências e com erros que cometemos. Somente quando as recordações, isto é, os pensamentos sobre o passado, nos dominam completamente é que se transformam num fardo, começam a ser problemáticas e fazer parte do que entendemos como o eu. Nossa personalidade, que é condicionada pelo passado, se torna nossa prisão. Essas memórias são investidas de uma percepção do eu, e nossa história usa a se percepção que temos de nós mesmos. Esse “pequeno eu” é uma ilusão que obscurece nossa verdadeira identidade como presença eterna e sem forma.
Nossa história, porém, é formada por lembranças mentais e emocionais-emoções antigas que são revividas continuamente... a maioria das pessoas leva consigo uma grande quantidade de bagagem desnecessária, tanto mental quanto emocional, ao longo de toda vida. Esses indivíduos se limitam com ressentimentos, arrependimentos, hostilidade, e culpa. Seu pensamento emocional se torna seu eu e, assim, eles se apegam a velhas emoções porque estas fortalecem sua identidade.
Por causa da tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais, que eu chamo de “corpo de dor”.
Texto extraído do livro Um Novo Mundo, de Eckhart Tolle, página124, editora Sextante