quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

 O meu desejo é que, um dia, a educação formal preste atenção à educação do coração, ensinando amor, compaixão, justiça, perdão, atenção plena, tolerância e paz. Esta educação é necessária, desde o pré-escolar até ao ensino secundário e universitário. O que quero dizer é que precisamos da aprendizagem social, emocional e ética. Precisamos de uma iniciativa mundial para educar o coração e a mente nesta era moderna.

Atualmente, os nossos sistemas educativos são orientados principalmente para valores materiais e para o treino do nosso conhecimento. Mas a realidade ensina-nos que não chegamos à razão somente pela compreensão. Devemos colocar maior ênfase nos valores internos. A intolerância leva ao ódio e à divisão. Os nossos filhos devem crescer com a ideia de que é o diálogo, e não a violência, a melhor forma de resolver conflitos.

As gerações mais jovens têm uma grande responsabilidade de garantir que o mundo se torne num lugar mais pacífico para todos. Mas isso só se pode tornar realidade se educarmos não apenas o cérebro, mas também o coração. Os sistemas educativos do futuro deveriam dar maior ênfase ao fortalecimento das competências humanas, tais como o calor humano, o sentido de unidade, humanidade e amor. Vejo com maior clareza que nosso bem-estar espiritual não depende da religião, mas da nossa natureza humana inata – a nossa afinidade natural pela bondade, compaixão e cuidado pelos outros. Independentemente de pertencermos a uma religião, todos nós temos uma fonte fundamental e profundamente humana de ética dentro de nós mesmos. Precisamos de cultivar esta base ética partilhada. A ética, está fundamentada na natureza humana. Através da ética, podemos trabalhar na preservação da humanidade.

A empatia é a base da coexistência humana. Acredito que o desenvolvimento humano depende da cooperação e não da concorrência. A ciência diz -nos isso. Precisamos de aprender que a humanidade é uma grande família. Somos todos irmãos e irmãs: fisicamente, mentalmente e emocionalmente. Mas ainda damos muita atenção às nossas diferenças, em vez darmos atenção às nossas semelhanças. Afinal, cada um de nós nasce da mesma maneira e morre da mesma maneira.

Dalai Lama

 Toda vez que estamos presentes quando o corpo de dor se manifesta, uma parte da energia emocional negativa que o constitui se queima, por assim dizer, e é transmutada em presença. O que resta dele se retira rapidamente e espera por uma oportunidade melhor  para  aparecer,  isto  é,  quando  estivermos  menos  conscientes.  Isso  pode acontecer sempre que saímos do estado de presença, talvez depois de tomarmos alguns drinques  ou  enquanto  assistimos  a  um  filme  violento.  A  mais  leve  emoção  negativa, como uma sensação de irritação ou ansiedade, também pode servir como uma passagem pela qual o corpo de dor consegue retornar. Ele precisa da nossa inconsciência, pois não é capaz de tolerar a luz da presença.

Eckhart Tolle

Um Novo Mundo

 Nosso ego é  um instrumento. Nosso propósito nesta vida é conseguirmos nos manter sempre amorosos, apesar das circunstâncias. Conseguimos isto lidando com o que emerge sob os impactos e nos mantendo num estado de atenção e trabalho de limpeza ao que emerge, para ao transmutarmos as energias egocentradas,  em amor, para auxiliarmos a co-criação da Idade de Ouro. Saímos assim da reatividade, e do paradigma " temos razão. É desafiador mas foi o que escolhemos ao encarnarmos neste planeta.

Vera Helena Camará


Quando você se tiver visto livre dos dois fatores que são destrutivos para os relacionamentos (quando o corpo de dor foi transmutado e você já não se identificar com a mente e as posições mentais) e se o seu parceiro tiver feito o mesmo, vai experienciar a glória do desabrochar da relação. Em vez de refletirem um no outro a vossa dor e inconsciência, em vez de satisfazerem as mútuas necessidades dos vossos egos, irradiarão um para outro o amor que sentem, o amor que provém da realização da vossa união. 

Este é o amor que não tem oposto. 

Se o seu parceiro ainda se identificar com a mente e o corpo de dor numa altura em que você já estiver livre, esta circunstância vai representar uma importante mudança, não para si mas para o seu parceiro. Não é fácil viver com uma pessoa iluminada, ou melhor, é tão fácil que para o ego se torna extremamente ameaçador. 

Lembre-se de que o ego precisa de problemas, de conflito e de «inimigos» para fortalecer a noção de separação de que depende. A mente do parceiro não iluminado ficará profundamente frustrada, pois não há resistência às suas posições rígidas, o que significa que se tornarão instáveis e fracas, e existe sempre o «perigo» de poderem entrar por completo em colapso, tendo como resultado a perda do eu. 

O corpo de dor exige feedback e não o recebe. A necessidade de ter discussões, dramas e conflitos não está a ser preenchida. 

Eckhart Tolle 

A Prática do Poder do Agora