Quando você se tiver visto livre dos dois fatores que são destrutivos para os relacionamentos (quando o corpo de dor foi transmutado e você já não se identificar com a mente e as posições mentais) e se o seu parceiro tiver feito o mesmo, vai experienciar a glória do desabrochar da relação. Em vez de refletirem um no outro a vossa dor e inconsciência, em vez de satisfazerem as mútuas necessidades dos vossos egos, irradiarão um para outro o amor que sentem, o amor que provém da realização da vossa união.
Este é o amor que não tem oposto.
Se o seu parceiro ainda se identificar com a mente e o corpo de dor numa altura em que você já estiver livre, esta circunstância vai representar uma importante mudança, não para si mas para o seu parceiro. Não é fácil viver com uma pessoa iluminada, ou melhor, é tão fácil que para o ego se torna extremamente ameaçador.
Lembre-se de que o ego precisa de problemas, de conflito e de «inimigos» para fortalecer a noção de separação de que depende. A mente do parceiro não iluminado ficará profundamente frustrada, pois não há resistência às suas posições rígidas, o que significa que se tornarão instáveis e fracas, e existe sempre o «perigo» de poderem entrar por completo em colapso, tendo como resultado a perda do eu.
O corpo de dor exige feedback e não o recebe. A necessidade de ter discussões, dramas e conflitos não está a ser preenchida.
Eckhart Tolle
A Prática do Poder do Agora
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