"Que dia horrível." "Ele não teve a consideração de retornar a minha ligação." "Ela me rejeitou."
Contamos histórias para nós mesmos e para os outros, em geral em tom de reclamação.
Inconscientemente, elas servem para reforçar a noção de que nós estamos "certos" e alguém ou alguma coisa está "errado". Achar que estamos "certos" e os outros "errados" nos coloca numa posição ilusória de superioridade, e com isso fortalecemos nossa falsa noção do "eu". Criamos assim uma espécie de inimigo, porque o "eu" precisa de inimigos para definir seus limites e sua identidade.
Julgar alguém ou algum fato é criar sofrimento para si mesmo. Somos capazes de criar todos os tipos de sofrimento para nós mesmos, mas não percebemos isso porque de certa forma esses sofrimentos satisfazem o ego. O "eu" autocentrado se sente mais confortável no conflito.
Como a vida seria simples sem essas histórias que o pensamento cria.
"Não fui bem recebida." "Ele não telefonou." "Eu fui lá. Ela não foi."
ECKHART TOLLE
O poder do silêncio
Nenhum comentário:
Postar um comentário